(11) 94066-0279   (11) 5535-4695   

Newsletter

Receba as nossas notícias e novidades em seu e-mail:

Parceiros

CULTO À PERSONA X DEPRESSÃO - SINTOMAS DE UMA CULTURA?

 

Notícias recentes a respeito de mulheres que morrem ou ficam com sequelas em decorrência de cirurgias plásticas para fins estéticos nos instigou a tentar entender este fenômeno sob o prisma da psicologia analítica em seus aspectos pessoais e coletivos. Não estamos considerando aqui o caso de pessoas que realizam cirurgias plásticas reparadoras em decorrência de doenças, acidentes, etc.

O Brasil ocupa o 2º. lugar no mundo em procedimentos com fins estéticos, as mulheres são as principais clientes e ultimamente também tem crescido o número de jovens que se submetem a esse tipo de cirurgia. Neste último grupo inclusive tem aumentado a procura por procedimentos para ficarem parecidos às suas selfies com filtro.

Para se ter uma ideia do crescimento desse mercado, no que diz respeito a procedimentos estéticos menos invasivos como a aplicação de toxina botulínica (botox) e preenchimentos em geral, houve um aumento de 390% em dois anos, segundo o censo 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). 

Quais motivos poderiam estar levando um número tão significativo de pessoas a buscarem esses procedimentos estéticos? O que estaria acontecendo numa cultura em que muito dinheiro é gasto em cirurgias e procedimentos estéticos para "melhorar a aparência"? A esse valor ainda podemos somar o investimento em academias, dietas, institutos de beleza, enfim tudo que se pode lançar mão hoje em dia para que a aparência se enquadre naquilo que é considerado belo pela nossa cultura. Note-se que o Brasil está em 2º. lugar em número de academias, atrás dos Estados Unidos, segundo a ACAD - Associação Brasileira de Academias.

Outra situação que também nos chamou a atenção foi uma matéria veiculada na mídia sobre pessoas que gastam fortunas para se vestirem com roupas de marca e postarem fotos nas redes sociais à espera de curtidas. Só o fato de um veículo de comunicação dar destaque de capa a esse evento também já é algo para se refletir. Um dado publicado em matéria do El País indica que todos os dias são colocadas 80 milhões de fotografias no Instagram, com mais de 3,5 bilhões de curtidas.  

O que esses fenômenos nos dizem? Nossa sociedade estimula muito o consumo de vários itens relacionados ao cuidado com a imagem, o que é chamado pelo marketing de "vanity capital", e movimenta milhões pelo mundo afora, não só no Brasil. É um mercado que oferece diversos produtos para consumo nessa área e estimula e valoriza quem se enquadra nos padrões estabelecidos.

Olhando para este cenário do ponto de vista do indivíduo, o que levaria alguém a aderir a esse convite ou a se submeter a essa "pressão"?  

Aparência nos remete a Persona, termo originado do latim que significa a máscara que um ator usa ao representar seu papel. Para Jung, é a nossa face externa, nossa máscara social, que nos ajuda na interação com o mundo. Segundo Jung: "a persona é um complicado sistema de relação entre a consciência individual e a sociedade; é uma espécie de máscara destinada, por um lado, a produzir um determinado efeito sobre os outros e por outro lado a ocultar a verdadeira natureza do indivíduo" (JUNG, 2000, p. 68).

A Persona é o arquétipo necessário para a pessoa se relacionar com o mundo exterior, adaptar-se às suas demandas e viver em uma coletividade. Jung nos diz: "como o seu nome revela, ela é uma simples máscara da psique coletiva, máscara que aparenta uma individualidade, procurando convencer aos outros e a si mesma que é individual, quando na realidade não passa de um papel ou desempenho através do qual fala a psique coletiva" (JUNG, 2000, p.134).  "No fundo a persona nada tem de "real". Ela é um compromisso entre o indivíduo e a sociedade acerca daquilo que "alguém parece ser": nome, título, função, e isto ou aquilo. De certo modo, tais dados são reais; mas, em relação à individualidade essencial da pessoa, representam algo de secundário, apenas uma imagem de compromisso na qual os outros podem ter uma quota maior do que a do indivíduo em questão." (JUNG, 2000, p. 134)

De acordo com Jung, a persona é constituída predominantemente pelos aspectos coletivos e cada cultura vai compor a sua; uma imagem de como determinado grupo se apresenta e se identifica coletivamente. A aparência é um dos aspectos que compõe a persona e é notório como o modo de se vestir é influenciado pela cultura, pela moda. Podemos perceber aspectos da persona através da aparência, vestimentas, papéis sociais, modo de falar, vocabulário, enfim tudo que identifica um "personagem" ou que transmite uma imagem de alguém. O aspecto físico é um dos aspectos que compõe a persona e é necessário ter cuidado com o próprio corpo, inclusive para a manutenção da saúde. Precisamos desenvolver uma persona que nos permita transitar no mundo externo de forma adequada, adaptada. Dessa forma, a aparência também merece atenção.

Pensando-se na vida profissional, principalmente no mundo corporativo, a adaptação à cultura da empresa é um item importante e envolve também a aparência.  Há ambientes mais formais, como bancos e escritórios de advocacia, por exemplo, que requerem que os funcionários se apresentem de maneira mais convencional. Há empresas com ambientes mais informais, que requerem um estilo mais descontraído. E, ter capacidade para se adaptar a esses diferentes ambientes é necessário para que o indivíduo consiga uma boa integração. É lógico que esse aspecto envolve também, linguagem, forma de falar, de se portar. Ou seja, há um código social em cada ambiente. Há empresas que orientam os funcionários quanto à vestimenta, conduta e etiqueta empresarial, cuidando para que a imagem profissional seja um reflexo da identidade corporativa, principalmente para quem ocupa posições que envolvem contato direto com os clientes. Uma pessoa que não se adapte a esses códigos sociais pode ter dificuldades.

Concluindo, ter uma persona adequada ao mundo externo é necessário para viver em sociedade. Contudo, quando observamos um grande investimento na busca de uma aparência que se enquadre em determinados padrões sociais, cabe-se nos perguntar se não está havendo um abuso e a partir de que ponto isso se torna exagerado.

De acordo com a visão da psicologia analítica, há um risco do sujeito identificar-se totalmente com a persona, perdendo contato com seu mundo interno. Samuels em seu Dicionário crítico de Análise Junguiana coloca: "O EGO, quando identificado com a persona, é capaz somente de uma orientação externa. É cego para eventos internos e, daí, incapaz de responder a eles. Resulta ser possível permanecer-se inconsciente da própria persona".  (SAMUELS, 2003, p. 74). Dessa forma, a pessoa acredita que ela é apenas aquilo que aparenta ser, distanciando-se de sua interioridade, daquilo que ela tem de peculiar, individual. Pode-se considerar que, quanto mais identificado com a persona, mais distante de sua interioridade o indivíduo está, ou seja, mais distante de si mesmo e mais preso ao ideal coletivo.  

Diante do crescimento desse mercado de culto à imagem, nota-se um esforço considerável por parte dos indivíduos para adaptarem-se a uma cultura que valoriza sobremaneira determinados padrões de aparência, talvez em detrimento de outros valores. E, o indivíduo busca obstinadamente se encaixar nesses padrões inatingíveis, consumindo todos os produtos oferecidos desde cirurgias e procedimentos estéticos, a academias, dietas, cosméticos, salões de beleza, vestuário, etc., investindo dinheiro, tempo e energia em níveis elevados para atingir este objetivo.  

Fazendo-se um recorte dos dados, destacamos que o número de mulheres que se submetem a procedimentos estéticos especificamente, é bem maior que o de homens, embora este também esteja crescendo, assim como o de jovens. Podemos levantar a hipótese de que essa valorização exacerbada da aparência recai principalmente sobre as mulheres, estabelecendo uma verdadeira "ditadura" de como deve ser uma mulher. Analisando-se quais são as cirurgias mais procuradas e observando as revistas femininas e os ícones de beleza cultuados, percebe-se que há um padrão extremamente valorizado pela sociedade, que sugere um corpo magro, esbelto, bem desenhado, com mamas e nádegas proeminentes, nariz fino e arrebitado, sem rugas, sem manchas e eternamente jovem.

Percebe-se que é uma cultura que estimula o narcisismo, a necessidade de ser visto, apreciado, de se destacar, onde é o olhar do outro que define o indivíduo, que dá valor, que lhe confere o sentido de existir. Temos, enquanto sociedade, uma persona narcisista?

Ovídio nos conta que Narciso era tão belo, que sua mãe preocupada com seu futuro foi consultar Tirésias, que tinha o poder da adivinhação. Ele disse que Narciso teria uma vida longa somente se "não se conhecesse". Ocorre que um dia Narciso vai beber em uma fonte de águas cristalinas e apaixona-se perdidamente pela sua imagem refletida na água. Inicialmente ele achou ter se apaixonado por alguém infinitamente belo. Ele tenta beijar e abraçar essa imagem, mas não consegue. Em outro momento, ele percebe que essa imagem é um reflexo dele mesmo. Mesmo percebendo isso, não se afasta da fonte e acaba morrendo ali. Em lugar de seu corpo nasceu uma linda flor, chamada narciso.

Narciso se apaixonou pela própria imagem e, preso a essa imagem, acabou morrendo.  Não seria o que está acontecendo hoje quando uma pessoa morre ou se deforma com procedimentos estéticos na busca da imagem perfeita? Ela não estaria presa a uma imagem idealizada, inalcançável? E fica escravizada, paralisada e morre literalmente? Metaforicamente tornou-se Narciso?

Por outro lado, embora tenhamos essa grande valorização da aparência em nossa cultura, não são todas as pessoas que são tocadas dessa maneira. O que as diferenciaria? Os arquétipos como elementos do inconsciente coletivo são comuns a todos nós. Contudo, a configuração e a força com que o arquétipo se manifesta no indivíduo está relacionado à suas vivências, sendo muito particular. Assim, supõe-se que "algo" nesses indivíduos favorece que sejam tocados de maneira muito forte, levando-os a essa identificação com a persona e a manifestar esse ideal coletivo de forma exagerada. Jung pode nos ajudar a entender quando postula que a consciência "desliza" entre os polos dos processos psíquicos e pode tornar-se unilateral quando há uma identificação com um dos polos da psique. Sob esta ótica, estaria ocorrendo uma identificação com a persona coletiva narcisista nestes indivíduos?

Nos tempos atuais há um grande valor em ser bem sucedido, mas isso só não basta, é necessário "mostrar" uma imagem de sucesso, moldando a própria imagem como se fosse um "produto" a ser admirado, cobiçado. Contudo, essa atitude cobra um preço, pois surge o sentimento de vazio e de insuficiência frente a expectativas inalcançáveis. E, como contraponto a essa cultura da aparência, do exibicionismo, vemos os números de casos de depressão crescerem cada vez mais em nível mundial. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde há cerca de 322 milhões de casos de depressão, a maioria mulheres. No Brasil, há cerca de 11,5 milhões de pessoas (5.8% da população). E, distúrbios de ansiedade afetam mais 18,6 milhões no Brasil. Sabe-se que a depressão pode levar ao suicídio, fenômeno que tem aumentado muito nos últimos tempos. A OMS estima que, globalmente, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano, principalmente na faixa etária de 15 a 29 anos.

O que esses números falam sobre a nossa cultura? Chama a atenção o fato de mulheres serem as maiores clientes dos procedimentos estéticos e, também, serem as maiores vítimas da depressão. Haveria alguma correlação?

Segundo Jung, quando a consciência torna-se unilateral, o indivíduo perde contato com o outro polo que justamente poderia trazer um equilíbrio maior entre as forças da psique. Alguém muito unilateralizado na persona distancia-se de sua interioridade, afastando-se de suas "outras pessoas" internas, que ficam sem espaço na vida do indivíduo. Dessa forma, a pessoa fica como que "asfixiada", talvez presa a uma fantasia do que ela acha que deveria ser.

Voltemos a Jung: "Essas identificações com o papel social são fontes abundantes de neuroses. O homem jamais conseguirá desembaraçar-se de si mesmo, em benefício de uma personalidade artificial. A simples tentativa de fazê-lo desencadeia, em todos os casos habituais, reações inconscientes: caprichos, afetos, angústias, ideias obsessivas, fraquezas, vícios, etc". (JUNG, 2000, p. 70). E mais: "a construção de uma persona coletivamente adequada significa uma considerável concessão ao mundo exterior, um verdadeiro auto-sacrifício, que força o eu a identificar-se com a persona. Isto leva certas pessoas a acreditarem que são o que imaginam ser. A "ausência de alma" que essa mentalidade parece acarretar é só aparente, pois o inconsciente não tolera de forma alguma tal desvio do centro de gravidade". (grifo meu) (JUNG, 2000, p. 69) 

Pelas palavras de Jung, parece que há um "preço a pagar" pela identificação do ego com a persona. O pressuposto da psicologia junguiana é de que a psique se auto-regula e tende a compensar a posição unilateral da consciência. Por este ponto de vista, sintomas psicológicos são vistos como sinais de que há algum desequilíbrio na vida do indivíduo. E, podemos estender esse raciocínio para manifestações coletivas também. Assim sendo, nos perguntamos se o aumento das taxas de depressão e suicídio poderia estar correlacionado à essa exacerbação do culto à persona, dessa cultura narcisista e necessidade de demonstrar "felicidade" e sucesso, aspectos que são bastante estimulados pelas redes sociais. Sabemos que a depressão é multifatorial e não podemos restringir a um único aspecto. Estamos apenas levantando uma hipótese para refletirmos sobre que tipo de sociedade estamos construindo.

Voltando novamente ao mito, será que o que está sendo proposto no fenômeno da depressão, não seria justamente a morte de Narciso? Deprimir, mergulhar na interioridade para resgatar aspectos que ficaram no inconsciente e que precisam vir à tona e ter espaço na vida? Não seria esse o convite da depressão? Por este ponto de vista, o aumento dos índices de depressão poderia estar correlacionado à identificação com a persona, aspecto tão estimulado na nossa cultura?

Somos uma sociedade muito centrada no indivíduo, no cultivo de um ego forte, independente, autônomo, que não aceita limitações e, de certa forma, podemos considerar que essa é a nossa persona coletiva. E a grande preocupação em corresponder a um padrão estético definido pela cultura também compõe essa persona. Talvez estejamos unilateralizados na nossa experiência enquanto sociedade e, o inconsciente está "apresentando a conta" através do grande crescimento da depressão.

Por este ângulo, a depressão seria algo a ser entendido como um alerta. E, ao invés de focar somente em tratamentos para "curar" a depressão, poderíamos refletir sobre esse "culto à imagem", sobre essa persona tão dominante e, questionar se, o trabalho a ser feito, poderia ser ajudar o indivíduo a ser "menos adaptado" a essa cultura, sair dessa identificação com a persona? Naturalmente, estamos abordando aqui do ponto de vista coletivo, como um convite a uma reflexão sobre nossa sociedade. Do ponto de vista individual, há muitas peculiaridades que necessitam ser entendidas caso a caso. Talvez a psique coletiva esteja gerando "patologias" como consequência do nosso modo de viver. Se, neste processo, aceitarmos o convite para "mergulhar" na nossa interioridade, com Narciso morrendo metaforicamente, talvez as pessoas não precisem morrer literalmente na busca de algo que nunca será atingido exteriormente.  

Citando Hillman: "(...) a verdadeira revolução em nossa sociedade começa com a pessoa que pode suportar sua própria depressão. Porque desta forma você diz não a toda a situação maníaca da sociedade moderna: viagens, superatividades, superconsumismo" (HILLMAN, 1989, p. 22).

Fica aqui o convite para nos inspirarmos na arte, como a música do Zeca Baleiro, Salão de Beleza:

 "(...)Mundo velho e decadente mundo
Ainda não aprendeu a admirar a beleza
A verdadeira beleza
A beleza que põe mesa
E que deita na cama
A beleza de quem come
A beleza de quem ama
A beleza do erro
Do engano
Da imperfeição"


Teresa Vieira Gama

Membro Analista em formação pelo IJEP

 

Tel: (11) 99857-2680 - Atende na Granja Viana - SP

e-mail: tvgama@terra.com.br



Referências:

CAVALCANTI, Raissa. O mito de narciso - o herói da consciência. Rosari, 2003

HILLMAN, James. Entre Vistas. Summus Editorial, 1989

HILLMAN, James; VENTURA, Michael. Cem anos de psicoterapia....e o mundo cada vez pior. Summus Editorial, 1995

JUNG, Carl Gustav. A natureza da psique. Vol. VIII/2 - Petrópolis: Vozes, 1998

JUNG, Carl Gustav. O eu e o inconsciente. Vol. VII/2 - Petrópolis: Vozes, 2000

JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Vol. IX/1 - Petrópolis: vozes, 2002

BRANDÃO, Junito. Mitologia Grega. Vol. II. Petrópolis: Vozes, 1987

SAMUELS, Andrew. Dicionário crítico de análise junguiana - Imago Editora - Rio de Janeiro, 1988 - Edição Eletrônica © 2003 Andrew Samuels/Rubedo


https://brasil.elpais.com/brasil/2017/02/03/cultura/1486128718_178172.html

http://www.acadbrasil.com.br/mercado.html

https://nacoesunidas.org/depressao-afeta-mais-de-300-milhoes-de-pessoas-e-e-doenca-que-mais-incapacita-pacientes-diz-oms/

https://nacoesunidas.org/oms-registra-aumento-de-casos-de-depressao-em-todo-o-mundo-no-brasil-sao-115-milhoes-de-pessoas/

https://saude.abril.com.br/medicina/cresce-o-numero-de-cirurgias-plasticas-no-brasil/

http://www2.cirurgiaplastica.org.br/2017/10/27/estetica-procura-por-procedimentos-nao-cirurgicos-aumenta-390/

http://www2.cirurgiaplastica.org.br/2018/06/07/brasil-lidera-ranking-de-cirurgia-plastica-entre-jovens/

https://g1.globo.com/bemestar/noticia/jovens-fazem-cirurgias-plasticas-para-ficar-parecidos-com-suas-selfies-com-filtro.ghtml





Pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética mostra que em 2015 foram realizados 1,2 milhões de cirurgias plásticas e 1,1 milhão de procedimentos estéticos no Brasil, ficando em 2º. lugar atrás dos Estados Unidos. Foram realizados 430 mil procedimentos na face e 358 mil cirurgias de mama e, as mulheres representam 85,6% desse mercado. As principais cirurgias realizadas no Brasil, em ordem crescente, estão a colocação de próteses nas mamas, a lipoaspiração, a blefaroplastia (levantamento das pálpebras), a abdominoplastia e a rinoplastia (nariz fino e arrebitado é o mais desejado). Os dados do Censo 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) apontam que o aumento de mamas ainda é o procedimento estético mais realizado no país, seguido por lipoaspiração, dermolipectomia abdominal (plástica da flacidez), mastopexia (elevação das mamas) e redução de mamas. Uma novidade do Censo 2016 é a inclusão dos dados de bichectomia (diminuição da bochecha), que não constavam nos censos anteriores, e correspondeu a 0,5% dos procedimentos realizados e plástica vaginal, responsável por 1,7% das cirurgias estéticas. OBS: esses dados referem-se a procedimentos estéticos e não contemplam cirurgias reparadoras.

Veja SP de 29/08/18




 

Newsletter

Receba as nossas notícias e novidades em seu e-mail:

Parceiros