BIBLIOTECA IJEP - DIANA, ANIMA MUNDI


Informações

Autor(a)

JOSÉ BALESTRINI


Data publicação

31/08/2025


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Hastags #Psicologia Analítica# #Mito# # Mitologia# #Alquimia# #Arquétipo#
Resumo

Este trabalho investiga a imagem mitológica de Diana sob a perspectiva da psicologia analítica de
Carl Gustav Jung, buscando também sua importância e papel na alquimia. O objetivo principal é
compreender seus significados simbólicos e suas implicações para o processo de criação de consciência.
O estudo é orientado por duas perguntas centrais: A primeira, mais geral, sendo: como mitologia e
alquimia podem se encontrar e serem compreendidas a partir de uma leitura psicológica a partir da
teoria proposta por C. G. Jung? E a segunda, mais específica: o que podemos considerar, a partir do
mito narrado do Banho de Diana, como compensação, pedagogia e prognóstico para a consciência do
ser humano contemporâneo? As hipóteses levantadas sugerem, em primeiro lugar, que a articulação
entre mitologia e alquimia, mediada pela teoria junguiana, revela-se possível por meio da leitura
simbólica das imagens que, operando como expressão do inconsciente coletivo, revelam o movimento 
da dimensão arquetípica. Supõe-se também que a análise do mito de Diana, em sua dimensão
pedagógica e compensatória, oferece ao ser humano contemporâneo não apenas a crítica a uma
unilateralidade patológica da consciência, mas também uma via de integração dos opostos psíquicos
que podem ser representados metaforicamente, por exemplo, através de imagens do masculino e
feminino, consciente e inconsciente, Logos e Eros, yang e yin. A análise proposta mostra também as
possibilidades prognósticas que podemos apreender da leitura simbólica dos conteúdos apresentados.
Metodologicamente, a reflexão desenvolveu-se a partir da interpretação de fontes mitológicas e
alquímicas e da iconografia relacionada ao mito de Diana, em diálogo com conceitos da psicologia
analítica e paralelos da filosofia taoísta, mantendo sempre as reflexões dentro do campo
epistemológico da teoria de C. G. Jung. As imagens discutidas evidenciam a função de Diana como
mediadora de polaridades, representando tanto a potência destrutiva quanto a fecundidade criadora.
Conclui-se que Diana, compreendida como umas das manifestações possíveis da anima mundi,
expressa a vitalidade do feminino arquetípico e conserva relevância para a contemporaneidade, ao
oferecer símbolos capazes de orientar a consciência diante dos desafios de integração psíquica. Entre
textos de autores que fundamentam a análise proposta estão, além de Carl Gustav Jung,
principalmente produções de Marie-Louise von Franz, Edward F. Edinger, Erich Neumann e Rafael
López-Pedraza.