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LIVROS

LANÇAMENTO DE LIVROS DE BASE JUNGUIANA

 

O R D E M  E   C A O S    U M A V I S Ã O  T R A N S D I S C I P L I N A R

Autor: E. Simone D. Magaldi

Editora Eleva Cultural - 2010

231 páginas

R$ 50,00 + R$ 10,00 de envio

 

Este livro busca a compreensão da natureza    arquetípica das formas presentes na ordem  e no caos.  Partindo do entendimento da atual dessacralização social como consequência de uma sociedade que  ainda não aprendeu a viver a harmonia, apontando para a necessidade emergencial de ressacralizarmos a sociedade para vislumbrarmos um futuro possível.

É um trabalho transdisciplinar que faz suas leituras na psicologia profunda, na física moderna, na filosofia, na biologia, na mitologia, na sociologia e nas ciências da religião.

Trata-se de uma adaptação da tese de doutorado da Universidade Metodista de São Paulo, do programa de Ciências Sociais e Religião, que teve como base um estudo profundo das relações humanas com os aspectos de  ordem e  caos,  consciente e  inconsciente, feminino e  masculino  que permeiam  nossa realidade,  e  do  quanto a  unilateralização  logóica  afasta  o  homem  do  sagrado e, consequentemente,  a  sociedade  da  sacralização. Porque o momento é de vivenciarmos a integração do conhecimento, buscando a interdependência de todas as disciplinas. É imperioso passarmos a pensar transdisciplinarmente! 

LUZES E SOMBRAS DO CODIDIANO – CONTOS DE CARLOS SÃO PAULO

Autor: Carlos São Paulo

Editora Eleva Cultural - 2010

158 páginas

R$ 45,00 + R$ 10,00 de envio

Ao lermos o livro Luzes e Sombras do Cotidiano estamos lendo a nós mesmos, reconhecendo ou conhecendo nossa natureza que, na maioria das vezes, é projetada no outro. Por isso, além de um excelente entretenimento esse livro é uma lição de humanidade e de autoconhecimento. Encontramos nos diferentes contos deste livro vários retratos da vida, pintados literariamente com pinceladas de emoções, mas recheadas com o olhar clínico de um psicoterapeuta experiente. Um olhar que atravessa as histórias com uma compreensão singular, mantendo vivas as surpreendentes improvisações que a vida nos proporciona. Os contos nos remetem ás humanas questões universais, em suas particularidades  sutis. Nos fazem viajar pelo contexto sociocultural da humanidade, em meio as crises da adolescência, conjugais, da meia idade, do envelhecimento, do sucesso ou fracasso existencial, ou sexuais. Sempre com muita criatividade e profundidade artística!  

 

DINHEIRO, SAÚDE E SAGRADO – INTERFACES CULTURAIS, ECONÔMICAS E RELIGIOSAS À LUZ DA PSICOLOGIA ANALÍTICA

Autor: Waldemar Magaldi Filho

Editora Eleva Cultural - 2010 – segunda edição

320 páginas

R$55,00 + R$ 10,00 de envio

É a partir do homem contemporâneo que este livro se situa, objetivando ampliar o entendimento das relações que o dinheiro estabelece, consciente e/ou inconscientemente, com o sagrado, a saúde, a salvação e os outros tipos de demandas e fenômenos culturais tão presentes hoje nas questões existenciais da humanidade capitalista. Isso porque, de forma mais evidente na sociedade ocidental, a cura e o sagrado se referem à busca de salvação e de saúde. Portanto, este livro pretende contribuir para o entendimento de que o dinheiro é para o ser humano contemporâneo uma fonte inesgotável de energia e de transformações, além de esperar que ele sirva de estímulo para que os leitores também se interessem pelas implicações do dinheiro possibilitando a busca de um mundo mais amoroso e integral.

A leitura deste livro possibilita o entendimento da razão pela qual o ser humano contemporâneo deixou de trocar livremente e passou a acumular, muitas vezes, por meio de consumo do supérfluo, ficando à mercê de um mercado que pretende ser hegemônico, colocando inclusive o dinheiro como caminho de cura e salvação. Por meio dos métodos da amplificação do conhecimento, advindos da psicologia analítica, e da integração dos saberes que os conceitos vão sendo construídos. Ficando compreensível as razões que levam aos apegos. Estes geram as necessidades de controle que, por sua vez, exige poder para “aprisionar” ou acumular o objeto de desejo, até que, tragicamente, começam a surgir os sintomas de adoecimento nas instâncias materiais, biológicas, psicológicas, sociais e até mesmo espirituais, produzindo agressões e destruições, tanto no desejante quanto no desejado. 

 

 


Carl Gustav Jung

Carl Gustav Jung foi um dos maiores pesquisadores da alma humana no século passado!

A obra de Jung é o registro fiel de sua vida e de suas experiências clínicas, tendo como base o processo empírico relacionando, sempre, aspectos teóricos e práticos.

Jung tenta conceituar, mas  não se ocupa em definir e, com coerência e muita consistência, sua obra atende a todas as necessidades do mundo moderno, inclusive das situações extremas e emergenciais.

Para Jung o processo de individuação vai contribuir para que  tu te tornes aquilo que tu és. Porém, a persona científica, vestida com as roupas da arrogância do saber, nos afasta deste processo, projetando uma enorme sombra, que se expressa através do capitalismo selvagem. Jung diz que a negação do si-mesmo conduz ao consumo desenfreado.

O que Jung busca, com o conceito de individuação, não é a perfeição, mas a realização do ser e a sua plenitude, permitindo o reconhecimento das antinomias e da sombr.

Jung tem demonstrado, ao longo de sua obra, o quanto que é humanista, não essencialista e determinista, sempre acreditando no potencial da criatividade humana e no caráter compensatório e auto-regulador do Self. Jung é um empirista, não dogmático, mas extremamente coerente e fiel a seus princípios, suas idéias, seu paradigma e, enfim com sua doxa.

Jung, apesar de trabalhar com os aspectos retrospectivos e causais do passado, volta seu pensamento na direção prospectiva, buscando o sentido e o entendimento das manifestações, sendo assim muito mais finalista do que os mecanicistas que são retrospectivos, por viverem sempre em  busca das causas passadas para terem o pseudo "poder" de explicar tudo sem entender nada.

Jung esta sempre valorizando a força do diálogo e a arte da hermenêutica, deixando de ser apenas um hábil ouvinte, pois convida seu cliente para ser um parceiro ativo em todo o processo terapêutico.

Jung sabia que, em todas as pessoas, existe um mecanismo criativo contribuindo para que as transformações aconteçam, chamando-o de função transcendente.

Jung, mesmo desprendido do rigor cartesiano concreto, era um grande pesquisador, sem jamais abandonar o respeito pela ciência e pela alma humana, dizendo que as idéias de consciente e de inconsciente nasceram juntas.

Freud via o mito no mesmo complexo nuclear da neurose. Jung, ao contrário,  como funções sadias e positivas da psique, sem se ligarem, necessariamente, a impulsos sexuais ou neuróticos. 

Para Freud, o sentido da vida é a aquisição de conhecimento em busca da perfeição. Para Jung, é a realização do si mesmo, que traz um sentimento de plenitude, que leva à transcendência.

Para Freud, os símbolos são restos reprimidos do passado. Para Jung são os grandes geradores de energia psíquica, que contribuem com a capacidade criativa do homem.

Para Freud, a religião é derivada do complexo de Édipo, paterno ou materno, com a sublimação do instinto sexual. Desta forma, a razão, afasta totalmente o sagrado. Para Jung, é um fenômeno universal, inerente à psique; são grandes sistemas psicoterapêuticos, que favorecem a religação com o arquétipo central, ou si mesmo.

Freud não aceitou as categorias junguianas de inconsciente coletivo, arquétipos, função transcendente, sincronicidade, capacidade simbólica e  criativa da psique, entre outras. Jung tinha um enfoque muito mais voltado para o pensamento prospectivo sintético, sem desconsiderar  o conhecimento redutivo causal, que era à base da análise de Freud, onde se pesquisava a origem do trauma.

 Freud era um homem sem laços com a história, julgando-se inventor de conceitos e que, apesar de sua inteligência extrema, negava o conhecimento filosófico, preferindo ficar só, em sua ilha, para não correr o risco de se "contaminar" com outros pensamentos e ter a certeza de que tudo que produzia era seu. Para impor, sob a forma de dogmas, sua teoria, desconsiderando a antropologia, sociologia e a unicidade.

Jung, ao descrever a Freud um sonho que havia tido, constatou que suas diferenças ficaram muito mais evidentes. A interpretação feita por Freud contribuiu, significativamente, para que a separação acontecesse. Mas, posteriormente, este mesmo sonho, lhe possibilitou o entendimento da psique além de reativar seus interesses pela arqueologia.

Jung encorajava seus alunos em abordar cada  caso com um mínimo de suposições preconcebidas. Dizia, apesar de saber ser utópico e impossível, que o ideal seria não ter nenhuma suposição, e que cada analista encontre os seus próprios caminhos, dizendo:

"... Posso apenas esperar e desejar que ninguém se torne ‘junguiano... Eu não proclamo qualquer doutrina predeterminada, e abomino os ‘partidários cegos. Deixo todas as pessoas livres para lidar com os fatos à sua própria maneira, pois também reclamo essa liberdade para mim"

 Nestas frases percebemos o sentido Teleológico que Jung alimenta sobre a alma humana, sua dinâmica e seus fins.


É significativo citar que na entrada de sua casa Jung colocou em latim os seguintes dizeres: "Chamado ou não chamado, Deus está presente".

 Waldemar Magaldi Filho